quinta-feira, 4 de agosto de 2011


Confissão de Pecados...

Atualmente vários autores evangélicos tem abordado em seus livros o tema da prosperidade. Quiçá este tema tenha sido um dos mais comentados dentro das Igrejas,   discussão muitas vezes motivada  pela preocupação genuína de pastores pelo bem estar de suas ovelhas, e em outras vezes a motivação do tratamento de tal tema nos sermões,  é prova verídica daquele dizer de Jesus “a boca fala do que está cheio o coração”.  E, como o coração dos homens está enraízo pelo amor ao dinheiro, é deste tema que falam suas bocas tanto em sermões como em livros.
     Falando em livros, vem em minha mente neste instante, os dizeres do sapientíssimo rei  Salomão nas páginas de provérbios , no capítulo 28, versículos 13 e 14. Nas palavras do rei há a símile moral: “o que encobre as suas transgressões, nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Bem aventurado o homem que continuamente teme; mas o que endurece o seu coração virá a cair no mal.”
     Após ler tais palavras supra citadas, lembrei-me das citações  de meu amado mestre Jesus: “não há nada encoberto que não venha a ser revelado” ; e posteriormente as proféticas palavras de Isaías: “ O Senhor dos Exércitos destruirá neste monte a máscara do rosto, com que todos os povos andam encobertos, e o véu com que todas as nações se escondem”.
     Muitos ao lerem este artigo poderão imaginar que discorrerei nas linhas a seguir dos pecados encobertos e não confessados da Igreja de Cristo, cuja tem sido empecilho para a prosperidade da noiva do Cordeiro na Terra, ou da máscara que uns ou outros fazem uso.
     Porém se enganam os que até aqui, assim imaginam. Neste artigo venho falar dos meus próprios pecados,  e da máscara que envolve meu próprio rosto. Pois como poderei me atrever a tirar a ferpa do olho alheio, sendo que tenho uma trave diante de meus olhos: a trave de meus pecados não confessados. Assim como imagino  que muitos ao lerem este artigo tirarão suas pedras dos bolsos, para lançaram-me em face, esquecendo-se das palavras do Senhor Jesus: “Aquele que não tem pecado que lance a primeira pedra.”
     Mas o que me importa é que a misericórdia de Deus me alcançará, pois elas se renovam a cada manhã, e isto é o motivo de não sermos consumidos. Pois mesmo que alguns me acusem, tenho Um Advogado junto ao pai e se porventura eu pecar Ele é Fiel e Justo para me purificar de todo pecado. Pois quem acusa é Satanás, porém quem  justifica é Maior que ele- Cristo Jesus.
     Já confessei meus pecados junto a Deus, o que foi suficiente para que eu alcançasse seu perdão. Todavia não foi o bastante para que plenamente eu obedeça a sua palavra que nos ordena que confessemos nossos transgressões  uns aos outros. 
     Sendo que a salvação vem pela graça, porém a bênção  sobrevenha da obediência, quero obedecer à palavra e confessar meus erros, para assim ser abençoada. Pois já que levantar falso testemunho é transgressão; não quero edificar a meu respeito, o testemunho, a imagem de pessoa com apenas pequenos pecadinhos, sendo que não sou. Mas, uma pecadora miserável que pequei setenta vezes oito  vezes e necessito do perdão de Deus e do meu próximo também.
     Resolvi dentre outros motivos fazer este artigo para que todos conheçam minhas fraquezas e transgressões e se um dia porventura o Senhor Jesus me usar de forma sobremaneira grandiosa na face da terra, não venham a crer que Ele me usou por que eu seja alguma coisa. Porém se dado momento o Espírito Santo de Deus servir-se de mim, é pelo fato de que nada sou e Ele  use as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias, as fracas para vencer as fortes e as que não são para envergonhar aqueles que são.
     O sapientíssimo filho de Davi disse a certa feita que diante da honra, vem a humildade. E alguém afirmou em dada circunstancia , que se nos humilharmos diante da Potente Mão de Deus, há seu tempo Ele nos exaltará. E faltam na nossa geração homens com tamanha honra como dos tempos bíblicos, devido ao fato de faltar em nossos tempos, indivíduos humildes o suficiente em reconhecer publicamente suas fraquezas e pecados.
     Aqueles que forem corajosos o suficiente para proclamar  em público seus pecados, não dos tempos da ignorância, mas nos tempos de partípice da fé, alcançarão tamanha honra nos dias atuais, como os homens de outrora.                                                                                                                                                                                                                                                                             
     Quando o profeta Natã veio  repreender a Davi por ter adulterado com Bate- Seba, este não encobriu ou tentou justificar o seu pecado, mas simplesmente  confessou: --- Pequei contra o Senhor. Davi era humilde o suficiente para reconhecer  seus erros.  Este foi um dos  motivos em  ser enobrecido sobremaneira- a humildade em confessar seus delitos.
     Tão enobrecido a ponto de ser o nome mais citado da bíblia, de ter recebido de Deus a promessa de que não faltaria a ele-Davi, varão que se assentasse em seu trono; distinguido a ponto de ter como filho o homem mais sábio e  mais rico do mundo (afora Cristo); ter Jesus como seu descendente direto, a ponto da palavra afirmar: Jesus, filho de Abraão, filho de Davi; e de Cristo dizer ao apóstolo João: Eu Sou a Raiz de Davi.
     Sabem porquê Davi foi tão engrandecido por Deus? Porque antes de ser, foi humilde o suficiente em confessar os seus erros, na fala: pequei contra o Senhor.                                          
      É, a palavra é provada: diante da honra vai a humildade.
     Em contrapartida, podemos citar Saul que ao pecar contra o Senhor, desobedecendo a Sua ordem de destruir Amaleque; não confessou o seu pecado, quando interpelado pelo profeta Samuel. Porém encobriu o seu delito, justificando a si mesmo, dizendo não ter destruído os Amalequitas para sacrificar suas ovelhas ao Senhor.
     Da falta de humildade de Saul, em confessar sua desobediência, veio a queda de seu reinado.  Ele e todos os seus filhos foram derrotados e assassinados no monte Gilboa; seu domínio, suas mulheres, seus palácios, sua honra e suas riquezas passaram a Davi, que até então fora seu servo.
     A palavra é provada. A soberba precede a queda. A soberba de Saul, cujo o impediu de confessar  seu erro de ter pecado contra o Senhor, foi a causa da queda de sua dinastia. Se fosse humilde como Davi, poderia ter alcançado a honra.
     E nos dias atuais, a causa  da queda de muitos reinados, de muitos ministérios, não tem sido o pecado em si de seus líderes, mas a falta de humildade em confessá-los publicamente; e a soberba que os impede de reconhecer suas fraquezas e transgressões, por mais horrendas e sórdidas que sejam.
     Muitos líderes dos dias atuais não alcançam a honra tão grandiosa dos homens bíblicos, não porque Deus não queira honrá-los, mas porque eles recusam-se a humilhar-se. Somente nos humilhando diante da potente  mão de Deus, Ele nos exaltará.                                                                                                                
        Pois somos partes de um Reino ao contrário.  O Reino de Deus,  funciona de forma antônima do reino dos homens. Pois no reino dos homens os pecados são praticados em oculto e as boas obras em público. Mas o Mestre Jesus nos ensina a esconder nossas boas obras e confessarmos e divulgarmos as más. Tanto que chamava os fariseus de hipócritas por fazerem divulgar beneficencias ao público e esconderem suas maldades. Chamou-os de sepulcros caiados, belos por fora e podres por dentro. Justificou o publicano que em alto e bom som divulgava na sua oração os seus pecados, e condenou o fariseu que proclamava suas virtudes.
     A Palavra afirma que os covardes não herdarão o reino dos céus. Pressupomos então que o Reino dos Céus é formado por corajosos. E, não há maior coragem que esta: de confessar os próprios erros, mesmo aqueles mais ocultos, pois não há nada encoberto que não venha a ser revelado e nem em oculto que não seja trazido à luz.
     A covardia e o medo de ser reprovado pelos homens ao confessarmos nossos erros,  por mais tenebrosos que sejam, supera-se pelo corajosa certeza de que quem o faz será aprovado por Deus. Pois pecado confessado é  perdoado, e pecado encoberto não pode ser extinguido, pois não há perdão sem antes haver confissão.
     Devido a esta e a outras razões, que desejo confessar neste artigo publicamente  as minhas culpas; dizendo que em pecado  fui formada e que neste nasci, e que durante a minha vida menti muito mais que Abraão, adulterei mais que Maria Madalena, desonrei meus pais por diversas vezes, levantei falso testemunho, cobicei  o marido da próxima , muitas vezes tomei o nome do Senhor em vão,furtei a Deus deixando de dizimar em algumas circunstâncias, e furtei 80 reais de meu próximo certa feita.  Murmurei em muitos momentos de minha vida e já fiz imagem de escultura de um homem adorando-o  mais do que Deus, achando que tal cidadão era o que nunca foi.
     Cometi a transgressão da rebeldia, que é semelhante ao pecado de feitiçaria, insurgindo-me contra conselhos de meu pastor e meu pai,  ensujeitando-me assim às autoridades constituídas. Provoquei a Deus com meu conselho em muitas circunstancias, preferindo andar  nos meus próprios propósitos, e não nos de Deus. O provoquei a ira com meus caminhos, tentando ao próprio Criador.
     Deixei de congregar, frequentemente, como é do costume de alguns. Coloquei a mão no arado e olhei para trás quando não poderia fazê-lo.  Voltei para trás, assim como Órfã fez.
     Tive relações sexuais ilícitas e de forma condenável pela palavra de Deus, com sete parceiros. Tive relacionamentos com 3 homens que embora separados de corpos com suas esposas, legalmente ainda eram casados.
     Durante duas gestações indesejadas, tive desejo de abortar meus filhos, embora não tendo coragem de fazê-las por arrependimento.  Constitui dois casamentos frustrados a revelia da vontade de meus pais e de Deus. Além de tudo fui uma esposa tola, destruindo meu lar com minhas próprias mãos.
     Quando ainda era muito jovenzinha, brinquei com o sentimento de inúmeros moços, fazendo-os sofrê-los sobremaneira. Traí um namorado cristão, com um moço que não era, causando sofrimento em quem não deveria.
     Mantive após a frustração do meu último “casamento”, o hábito da masturbação por um período de tempo. Coloquei os meus olhos naquilo que mau, e não agrada a Deus, aceitando abominação dentro de minha casa. Tive por hábito em um pequeno espaço de tempo, assistir filmes pornográficos pela Internet.
     Ainda quando era muito jovenzinha, e em outras circunstâncias da vida fiz uso de vestimentas inadequadas.
     Em outras circunstâncias levantei falso testemunho contra pessoas  que tinha alguma inimizade, por um ou outro motivo . A minha língua intentou o mal como uma navalha afiada traçando enganos. Amei mais falar mal do que o bem e mais a mentira do que falar conforme a retidão. Amei todas as palavras devoradoras, pois tinha a língua fraudulenta.
     Muitas vezes acolhi dentro de minha vida, o estender do dedo, e o falar vaidade e fazer a minha vontade e não a vontade do Senhor; seguindo os meus caminhos e não os Dele; falando as minhas palavras e não as Dele.
     As minhas iniquidades fazem separação entre mim e o meu Deus; e os meus pecados encobrem o meu rosto Dele, para que não me ouça. Porque as minhas mãos estão contaminadas de sangue das almas que deixei de ganhar, os meus dedos de iniquidade;  os meus lábios falam falsamente, a minha língua pronuncia perversidade.
      Muitas vezes não clamei por justiça, nem compareci em juízo pela verdade; confiei na verdade e andei falando mentiras; concebi o trabalho e produzi iniquidade. “Choquei “ ovos de basilístico, e teci teias de aranha . Minhas obras foram obras de iniqüidade.
     Meus pensamentos foram pensamentos de iniqüidade , destruição e quebrantamento ouve nas minhas estradas. Não houve juízo nos meus passos , nem conheci o caminho da paz; as minhas veredas tortuosas as fiz para mim mesmo ; e porque andei por elas não experimentei a paz.
     Pelo que o juízo esteve longe de mim, e a justiça não me alcançou; pelo que esperei pela luz e só houve trevas; pelo resplendor mas andei em escuridão. Como os que não tem olhos, andei caindo, tropeçando e apalpando;  tropeçando ao meio dia como que nas trevas, e nos lugares escuros fui como morta.
     Bramei como ursa e gemi como pomba;  esperando o juízo, e ele não apareceu;  pela salvação, e esteve longe de mim; porque as minhas transgressões estão comigo e conheço as minhas injustiças; como o prevaricar , e mentir contra o Senhor , e o retirar-me do meu Deus, o falar de opressão e rebelião, o conceber e expectorar do coração palavras de falsidade. Pelo que o juízo se tornou atrás, e a justiça se pôs longe, pelo que a verdade andou tropeçando pelas ruas, e a equidade não pode entrar.
     Pequei, e cometi maldade, e procedi impiamente, e fui rebelde, apartando-me dos mandamentos e juízos de Deus.  Rebelei –me contra Deus, não obedeci a voz do Senhor, para andar na Sua lei, que nos deu pela boca de Jesus pelos seus dois grandes mandamentos. Sim, transgredi a sua lei, desviando-me para não obedecer a sua voz.
     Ainda quando criança, roubava dinheiro da carteira de meu pai para comprar lanche na escola, e fingia estar doente para cabular aulas. Trazia informações não verídicas sobre professores, para justificar meus erros como aluna relapsa.
     Quando adolescente, aproveitei-me da fama de fofoqueiro de um tio, para dizer a meu pai que ele tinha feito acusações sobre mim e minhas irmãs. Fui uma filha insubmissa e desaforada para com meu pai, e uma aluna igualmente insubmissa e fomentadora de rebeliões contra professores.
     Como universitária, fui uma aluna totalmente negligente, deixando de me formar em um centro de excelência, por preguiça de findar os afazeres de duas matérias. Como profissional,  fui uma professora displicente e ociosa. Confesso que a preguiça e a pendência ao sono foram pecados que cometi com maior freqüência e  tenho maior dificuldade de abandonar.
     Muitas vezes não andei em sinceridade, não pratiquei a justiça, difamei com a língua, fiz mal a meu próximo, aceitando afronta contra este. Não honrei como deveria, aqueles que temem ao Senhor. Fui dobre na minha palavra, e mesmo com juramento meu não proferi a verdade.
     Não invoquei o meu Deus, e certa feita me cansei Dele. Minha cerviz foi um nervo de ferro, e minha testa de bronze.   Agi  muito perfidamente e fui prevaricadora  desde o ventre, obstinada como uma novilha mal domada e uma jumenta montes que ama os desertos.
     Não agi com justiça em todas as situações da vida, e em uma dado momento fui injusta, mesquinha, parcial e extremamente rude e indiferente com uma amiga fiel.
     Empreendi negócios sem aprovação do meu pai, soneguei impostos e gastei desnecessariamente com aquilo que não é pão, e não honrei com vários compromissos financeiros, carregando-me de dívidas. Fui  fraudulenta em uma circunstância, com um compromisso financeiro.
     Desvalorizei uma justa funcionária, e assalariei uma ímpia. Não honrei meu pastor e meus mestres da forma como deveria honrá-los. Sentei aqui e ali na roda dos escarnecedores, e desprezei o conselho do justo para andar segundo parecer de ímpio.
     Desprezei em de quando em quando os dons que há em mim. Não fui o padrão na minha mocidade, deixei apagar a minha candeia, e não agi como a luz do mundo, que jaz em trevas. Tornei-me em sal insípido que para nada presta. Agi como mancha e não como filha. Entristeci o Espírito Santo que habita em mim.
      Fui fraca e covarde, tive o ânimo dobre, não meditei dia e noite na palavra, e desviei os meus pés tanto para a direita como para a esquerda da escritura de Deus.  Agi como uma meretriz imperiosa, honrando e amando mais a meus amantes do que a meu esposo – Jesus.
    

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